Category: Pensamentos e Palavras soltas


Ano Novo

 

Ano Novo

 

O relógio marca o compasso.

Aproxima-se  

O bater das doze badaladas…

De repente, ecoam na cidade manifestações de alegria.

Soa a tradicional euforia,

Trocam-se beijos e abraços,

Ouvem-se para a felicidade os votos

Muita saúde e prosperidade.

Feliz 2010!

Chegou o Ano Novo.

 

Mas cá dentro, instala-se o silêncio

Invade-me a nostalgia

Um quê de saudade,

Um quê de melancolia

Dos trezentos e muitos dias que atrás deixei.

Doces recordações registadas na memória

E assim termina e inicia

Mais um capítulo da minha história.

E tanto que fiz,

E tanto que deixei por fazer

Tanto que disse 

E tanto que ficou por dizer

Tantos planos alterados,

Projectos estagnados

Sonhos concretizados,

Novas experiências

 Momentos hilariantes

Novas amizades nasceram

Entre desencontros que ocorreram   

Sorri em dias de chuva

Chorei em dias de sol

Subi a altos montes,

Desci a profundos vales

Ora perdi,

Ora ganhei

Sobrevivi…

Mas o balanço que faço de cada passo

é positivo, sabem porquê?

Porque ao meu lado sempre esteve

O Meu…

o Nosso Bondoso

e Fiel Amigo!

 

Florbela Ribeiro

 

 

 

 

Pensamentos

 
 

 

 

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Flor®

XIII

 
Flor®
 
 

DIA DE PORTUGAL

Hoje comemora-se mais um dia de Portugal,
de Camões
e das Comunidades Portuguesas.
 
 
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Luís Vaz de Camões, nasceu entre 1517 ou 1525
e faleceu no dia 10 de Junho de 1580 em Lisboa, Portugal.
 
Eu cantarei de amor tão docemente

Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.

Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.

Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.

Porém, pera cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa
Aqui falta saber, engenho e arte.

                    Luís de Camões
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Verdes são os campos, 
de cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendeis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões


Que me quereis, perpétuas saudades?

Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança inda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais,
E se torna, não tornam as idades.

Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.

Aquilo a que já quis é tão mudado,
Que quase é outra cousa, porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.

Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.

                     Luís de Camões
 
 
 
Está o lascivo e doce passarinho
Co'o biquinho as penas ordenando,
O verso

sem medida, alegre e brando,
Espedindo no rústico raminho.

O cruel
caçador, que do caminho
Se vem, calado e manso, desviando,
Na pronta vista
a seta endireitando,
Lhe dá no Estígio lago eterno ninho.

Destarte o
coração, que livre andava,
(Posto que já de longe destinado),
Onde menos
temia, foi ferido.

Porque o Frecheiro cego me esperava,
Para que me
tomasse descuidado,
Em vossos claros olhos escondido.


Luís de Camões

Flor®

Boa Noite…

 
 
 
Flor®

Os sonhos…

 
 
 

Os sonhos não morrem, apenas adormecem

na alma da gente.

 

Chico Xavier

 

 

 

 
 

 

 

 

Flor®

 

 

A flor

 

 

 

"A Flor"

 

“Pede-se a uma criança:

– Desenhe uma flor!

Dá-se-lhe papel e lápis.

A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.

Passado algum tempo o papel está cheio de linhas.

Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas.

A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.

Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.

Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas:

– Uma flor!

Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas.

Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!”

 

«Almada Negreiros: Antologia de Poesia Portuguesa, Volume II, página 1616»  

Tire o chápeu…

On your hands again
take good care this time.

Tire o chapéu para o passado
e arregace as mangas para o futuro!
Tire de cada dificuldade
que a vida lhe trouxer
a lição de que nada tem valor
a não ser o que é conquistado."
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
Foi perdendo o medo de abrir as minhas cortinas,
Que vi flores e borboletas,
Na transparência….do novo dia!
Não haverá borboletas,
Se a vida não passar por longas e silênciosas,
….Metamorfoses…

(desconheço o autor)

 

 

"O som das palavras pode ser tão doce como o mel

ou tão rude quanto uma rocha,

mas nada se compara à expressão de um olhar

cuja frieza pode ferir até a mais forte rocha

e cuja docilidade pode amolecer

e alegrar dos mais severos

aos mais tristes corações."
(Rosiany Suffi)