Category: Reflexões


Em Louvor das Crianças

 
 

Em Louvor das Crianças

Se há na terra um reino que nos seja familiar e ao mesmo tempo estranho, fechado nos seus limites e simultaneamente sem fronteiras, esse reino é o da infância.
A esse país inocente, donde se é expulso sempre demasiado cedo, apenas se regressa em momentos privilegiados —
a tais regressos se chama, às vezes, poesia.
Essa espécie de terra mítica é habitada por seres de uma tão grande formosura que os anjos tiveram neles o seu modelo, e foi às crianças, como todos sabem pelos evangelhos, que foi prometido o Paraíso.
A sedução das crianças provém, antes de mais,

da sua proximidade com os animais — a sua relação com o mundo não é a da utilidade, mas a do prazer.
Elas não conhecem ainda os dois grandes inimigos da
alma, que são, como disse Saint-Exupéry, o dinheiro e a vaidade.
Estas frágeis criaturas, as únicas desde a origem destinadas à imortalidade, são também as mais vulneráveis — elas têm o peito aberto às maravilhas do mundo, mas estão sem defesa para a bestialidade humana que, apesar de tanta tecnologia de ponta, não diminui nem se extingue.
O sofrimento de uma criança é de uma ordem tão monstruosa que, frequentemente, é usado como argumento para a negação da bondade divina.
Não, não há salvação para quem faça sofrer uma
criança, que isto se grave indelevelmente nos vossos espíritos.

O simples facto de consentirmos que milhões e milhões de crianças padeçam fome, e reguem com as suas lágrimas a terra onde terão ainda de lutar um dia pela justiça e pela liberdade, prova bem que não somos filhos de Deus.

Eugénio de Andrade, in ‘Rosto Precário’

(*) Um pensamento que merece uma reflexão….

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O Pai Perdoa

 
O Pai Perdoa


Escuta-me filho: estás deitado, dormes com uma mãozinha enfiada debaixo do rosto.
Os cachos do teu cabelo pendem-te sobre a fronte. Entrei sozinho e sorrateiramente no teu quarto.
Há poucos minutos, enquanto eu estava sentado, a ler o jornal na biblioteca, fui assaltado por uma onda sufocante de remorsos.
E ao sentir-me culpado vim até aqui para ficar ao lado da tua cama.
Andei a pensar em algumas situações, filho… e verifiquei que tenho sido intransigente contigo.
Hoje mesmo quando te preparavas para ir para à escola, ralhei contigo por não teres enxugado o rosto devidamente com a toalha.
Chamei-te a atenção por não teres limpo os sapatos.
Gritei furioso contigo por teres alguns dos teus pertences no chão.
Durante o pequeno-almoço impliquei com algumas coisas:
Derramaste cereais na mesa.
Não mastigaste bem a comida.
Colocaste os cotovelos sobre a mesa.
Exageraste na manteiga quando preparavas o pão para o lanche.
Começaste a brincar quando eu saía para o trabalho… viraste-te acenaste e disseste-me:
"Até logo paizinho!" – eu franzi o sobrolho e como resposta disse-te:
"Endireita-me esses ombros!"
À tarde não fui diferente.
Voltei e, quando me aproximei de casa, vi-te ajoelhado a jogar com os berlindes.
Tinhas as meias rasgadas e eu humilhei-te diante dos teus amiguinhos, fazendo-te entrar à minha frente em casa.
– As meias são caras, se fosses tu a comprá-las tomarias mais cuidado.
Um pai dizer isto!
Mais tarde, quando lia na biblioteca, tu procuraste-me timidamente com a mágoa impressa nos teus olhos.
Quando afastei o olhar do jornal, irritado com a interrupção, tu paraste à porta:
"O que é que tu queres?", perguntei implacável.
Não disseste nada, correste com ímpeto na minha direção, passaste os teus braços em torno do meu pescoço e beijaste-me;
os teus bracinhos foram se apertando com a afeição pura que Deus fez crescer no teu coração, a mesma que nenhuma indiferença consegue extirpar. Depois retiraste-te, e subiste os degraus da escada a correr.
Bem, meu filho, não passou muito tempo até que os meus dedos afrouxassem, o jornal escorregou por entre eles, e um medo terrível e nauseante tomou conta de mim.
O que o hábito estava a fazer comigo?
O hábito de ficar atento aos teus erros, de fazer reparos e reprimendas – era essa maneira que eu te recompensava por seres uma criança.
Não é que não te ame; o facto é que eu espero demais da juventude.
Eu avalio-te pelos padrões da minha própria vida.
E há tanto de bom, de belo e de verdadeiro no teu carácter.
O teu coraçãozinho é tão grande quanto o sol que entra pela janela.
Mas eu só percebi isto pelo teu gesto espontâneo, quando correste para me dar um beijo de boas noites. Nada mais me importa nesta noite filho.
Entrei na penumbra do teu quarto, e ajoelhei-me ao lado de tua cama, envergonhado!
É uma expiação inútil; se estivesses acordado, não compreenderias estas coisas.
Mas amanhã serei, para ti, um pai de verdade!
Serei teu amigo, sofrerei quando sofreres, rirei quando rires.
Morderei a língua quando as palavras impacientes quiserem sair da minha boca.
Irei dizer e repetir, como se fosse um ritual: "Ele é apenas um menino – o meu menino!"
Receio que te tenha visto como um homem feito.
Mas, olhando-te agora, filho, encolhido e amedrontado no ninho, certifico-me de que és um bebé.
Ainda ontem estavas nos braços da tua mãe, com a cabeça deitada no seu ombro.
Exigi muito de ti.
Exigi muito.

W.Livingston Larned


(Adaptado por Florbela Ribeiro®)

Em vez de condenar os outros, procuremos compreendê-los.
Procuremos descobrir por que fazem o que fazem. Essa atitude é muito mais benéfica e
intrigante de que criticar; e gera simpatia, tolerância e bondade.
"Conhecer tudo é perdoar tudo"
"O próprio Deus, não se propõe julgar o homem até o final de seus dias".
Por que fazemos nós isso?

Citações…

 
Flor®

Linda Semana I

 
 
 
 
 
 
 
Flor®

A Grandeza do Silêncio

 

Só o silêncio...

A grandeza do silêncio

 

 

O silêncio é doçura:

Quando não respondes às ofensas,

Quando não reclamas os teus direitos,

Quando deixas a Deus a defesa da tua honra.

 

O silêncio é misericórdia:

Quando te calas diante das faltas dos teus irmãos,

Quando perdoas sem remoer o passado,

Quando não condenas, mas intercedes em segredo.

 

O silêncio é paciência:

Quando sofres sem te lamentares,

Quando não procuras consolação junto aos homens,

Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.

 

O silêncio é humildade:

Quando te apagas para deixar aparecer o teu irmão,

Quando, na discrição, revelas dons de Deus,

Quando suportas que as tuas acções sejam mal interpretadas,

Quando deixas aos outros a glória da obra inacabada.

 

O silêncio é fé:

Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age…

Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença…

Quando te basta que só Ele te compreenda! 

 (desconheço o autor)

Flor®

 

Pérolas…

 
Flor®

Abençoada Semana

 
 
 
 
 

    

 
 

 

Cuidado!

 

Cuidado com os teus pensamentos,

 

porque eles podem transformar-se em palavras.

 

 

 

Cuidado com as tuas palavras,

 

porque elas podem transformar-se em acções.

 

 

 

Cuidado com as tuas acções,

 

porque elas podem transformar-se em hábitos.

 

 

 

Cuidado com os teus hábitos,

 

porque eles podem transformar o teu carácter.

 

 

 

Cuidado com o teu carácter,

 

porque ele pode transformar o teu destino.

 

Bob Pierce

 

 

Flor®

 

Vários

 
 
 
 
 
Flor®

Vários Autores I

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