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Escrever é...

who needs an umbrella!   ;)

“Ninguém sabe andar na rua como as crianças. Para elas é sempre uma novidade, é uma constante festa transpor umbrais. Sair à rua é para elas muito mais do que sair à rua. Vão com o vento. Não vão a nenhum sítio

determinado, não se defendem dos olhares das outras pessoas e nem sequer, em dias escuros, a tempestade se reduz, como para a gente crescida, a um obstáculo que se opõe ao guarda-chuva. Abrem-se à aragem. Não projectam sobre as pedras, sobre as árvores, sobre as outras pessoas que passam, cuidados que não têm. Vão com a mãe à loja, mas apesar disso vão sempre muito mais longe. E nem sequer sabem que são a alegria de quem os vê passar e desaparecer.”
Ruy Belo; Obra Poética (vol.1)

Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Mais fresco do que nunca.

Números apetitosos

Featured image

Um duende das estatísticas pintou esta imagem abstracta, com base nos seus dados.

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 2,300 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 6 747s cheios.

Em 2010, escreveu 28 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 397 artigos. Fez upload de 15 imagens, ocupando um total de 731kb. Isso equivale a cerca de uma imagem por mês.

The busiest day of the year was 4 de Outubro with 72 views. The most popular post that day was O Cavalo Branco.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram cid-b56b6ddf7e764528.profile.live.com, google.com.br, blogger.com, facebook.com e google.pt

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por versiculos biblicos, pensamentos, bosques, estudo sobre sansão e pensamentos de amor

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

O Cavalo Branco Julho, 2008

2

Estudo sobre Sansão Junho, 2007

3

Entre pensamentos… Julho, 2009

4

Willian Shakespeare e outros… Março, 2009

5

Caminho Novembro, 2008

O que é aquilo?

25 DE ABRIL

 
25 DE ABRIL

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen

CANTAR A LIBERDADE

«Trova do Vento que Passa»

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

Abril de sim, Abril de Não


Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.

Manuel Alegre

SANTA PÁSCOA

Flor®

FELIZ DIA DO PAI

 
Flor®

I will pray for you

 

Citar

YouTube – I will pray for you
 

 
Flor®
 

BARCOS CONTRA A CORRENTE

 
«« BARCOS CONTRA A CORRENTE »»
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Quem ama

Quem ama nada exige

Perdoa sem traçar condições

Sabe sacrificar-se pela felicidade alheia

Renuncia com alegria ao que mais deseja

Não espera reconhecimento…

Serve sem cansaço

Apaga-se para que os outros brilhem

Silencia as aflições

Ocultando as próprias lágrimas

Retribui o mal com o bem

É sempre o mesmo em qualquer situação

Vive para ser útil aos semelhantes

Agradece a cruz que leva sobre os ombros

Fala e esclarece

Ouve e compreende

Crê na Verdade e procura ser justo

Quem ama

Actua como o samaritano anónimo

Na parábola do Mestre

Levanta os caídos na estrada

Coloca bálsamo nas suas feridas

Abraça-os fraternalmente

E segue adiante…

 

O caminho da vida 

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza,

porém nós nos extraviamos.

A cobiça envenou a alma dos homens…

Levantou no mundo as muralhas do ódios…

E nos tem feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas sentimo-nos enclausurados dentro dela.

A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado na penúria.

Os nossos conhecimentos fizeram-nos cépticos;

A nossa inteligência, empedernidos e cruéis.

Pensamos em demasia e sentimos muito pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.

Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.

Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

(Charles Chaplin)

 

Flor®